É a sigla em inglês para papilomavírus humano. Os HPV são vírus capazes de infectar a pele e as mucosas. Existem mais de 200 tipos diferentes de HPV, sendo que cerca de 40 tipos podem infectar o trato anogenital,1 que inclui a região anal, genital (vulva e vagina) e o colo do útero.2
Os tipos de HPV 16 e 18 causam 70% dos casos de câncer de colo do útero.4 Também há evidências científicas que relacionam o HPV com cânceres de ânus, vagina, vulva e colo do útero.1
Sim, existem cerca de 200 tipos de HPV e ao menos 12 deles são oncogênicos, isto é, podem causar tumores. A infecção pelo HPV é muito frequente, mas transitória, regredindo espontaneamente na maioria das vezes. No pequeno número de casos nos quais a infecção persiste e, especialmente, é causada por um tipo viral oncogênico (com potencial para causar câncer), pode ocorrer o desenvolvimento de lesões precursoras, que se não forem identificadas e tratadas podem progredir para o câncer, principalmente no colo do útero, mas também em vagina, vulva e ânus.1,2
Atualmente, existem três vacinas profiláticas contra o HPV aprovadas e registradas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).1,2 Todas conferem proteção contra os tipos de HPV de alto risco, incluindo os tipos 16 e 18, que são de alto risco e responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo do útero.4 No Brasil, parte dessas vacinas está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com critérios específicos de idade e grupos prioritários.1,2,4
No PNI (Programa Nacional de Imunizações), a vacinação contra o HPV está disponível para os seguintes públicos: meninos e meninas de 9 a 14 anos, e pessoas de 9 a 45 anos nas seguintes condições: convivendo com HIV/Aids; pacientes oncológicos em quimioterapia e/ou radioterapia; transplantados de órgãos sólidos ou de medula óssea.2
Nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS), de forma gratuita.2
Porque a vacinação contra o HPV pode fornecer imunidade e é uma importante ferramenta de prevenção de cânceres associados ao vírus. A resposta sorológica após a vacinação contra o HPV pode ser mais forte do que a resposta após a infecção natural, podendo fornecer às pessoas uma proteção imune de longo prazo contra o vírus.5
A vacinação contra o HPV estimula o organismo a produzir anticorpos que vão agir contra o vírus. Por isso é priorizada a aplicação das vacinas na idade em que se acredita que o indivíduo não tenha iniciado a atividade sexual e não tenha tido contato com o vírus.6
Quando aplicada precocemente, antes do início da vida sexual, a vacinação induz uma resposta imune mais robusta em meninas e meninos dessa faixa etária, aumentando a proteção contra os tipos de HPV de alto risco, que podem causar cânceres como os de ânus, vulva, vagina e colo do útero.5
Sim! O uso adequado de preservativos diminui o risco de exposição ao HPV, embora não elimine totalmente a possibilidade de infecção. Além disso, os preservativos também ajudam a prevenir outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, a prevenção deve combinar também vacinação, uso de preservativos e avaliação médica regular (exames).1,2,5
A prevenção combina três medidas principais: vacinação contra o HPV, exames de rotina e tratamento precoce de lesões pré-cancerígenas. No Brasil, a vacinação está disponível gratuitamente no SUS para populações específicas.1,7
Segundo a OMS, a prevenção do HPV envolve três frentes principais: educação, vacinação e acompanhamento médico. Informar adolescentes e adultos sobre os riscos do vírus e os cânceres relacionados é essencial desde cedo.7 A vacinação, indicada para pessoas de 9 a 45 anos, contribui para reduzir o risco de infecções pelo HPV.3 Além disso, manter em dia os exames de rotina, como o Papanicolau, e fazer visitas regulares ao médico ajuda na detecção precoce e no cuidado contínuo com a saúde.1,2
A transmissão do vírus se dá por contato direto com a pele ou mucosa infectada.1,2 A principal forma é pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio pelo HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal.1,2 Também pode haver transmissão durante o parto.1,2
Não está comprovada a possibilidade de contaminação por meio de objetos, do uso de vaso sanitário e piscina, ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.1,2
- Infecção pelos tipos de HPV 16 e 18, que geram maior risco de desenvolvimento de cânceres.1,2
- Estado imunológico.1,2
- Início precoce da vida sexual.1,2
- Número elevado de parceiros sexuais.1,2
- Consumo de tabaco.1,2
Sim. Pessoas que usam PrEP têm indicação de vacinação gratuita contra o HPV pelo SUS, entre 15 e 45 anos, desde que apresentem algum comprovante do uso de PrEP.2
Pode ser apresentação da prescrição, formulário padrão do serviço, embalagem do medicamento ou cartão de acompanhamento.8
Quem faz uso de PrEP também pode se vacinar contra o HPV, pois ela protege contra os tipos mais perigosos do vírus e reduz risco de verrugas e cânceres. Mesmo sem sintomas, o vírus pode causar câncer de ânus, vagina, vulva e colo do útero.1
Não. Todos podem ser vacinados mesmo durante o uso regular da PrEP (de acordo com esquema preconizado para idade ou situação especial).2
Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido, como quem vive com HIV, transplantados, pacientes com câncer em tratamento.2
Sim. É necessário comprovar a condição de imunossupressão, o que pode ser feito por meio do preenchimento do formulário disponível nas UBSs ou mediante avaliação clínica, quando indicado.9
Não. É a mesma vacina, mas o esquema vacinal pode ser ajustado conforme a orientação médica.8
Esse grupo tem até 4x mais chances de desenvolver cânceres associados ao HPV, como os de colo do útero, ânus, vagina e vulva.3
Pacientes imunossuprimidos podem se vacinar em um CRIE (Centro de Referência para Imunobiológicos Especiais). É preciso apresentar os documentos que comprovem a condição de saúde e estar na faixa etária indicada (9 a 45 anos).2
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). HPV. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/hpv. Acessado em 28 de abril de 2025.
- Ministério da Saúde. HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv. Acessado em 23 de julho de 2025.
- Ministério da Saúde. Vacina HPV quadrivalente é ampliada para homens de até 45 anos com imunosupressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/vacina-hpv-quadrivalente-e-ampliada-para-homens-de-ate-45-anos-com-imunossupressao. Acessado em 23 de julho de 2025.
- Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). HPV – Notícias. 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/120-hpv. Acessado em 11 de agosto de 2025.
- Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). Vacina contra papilomavirus humano (HPV). Disponível em: https://www.paho.org/pt/vacina-contra-virus-do-papiloma-humano-hpv. Acessado em 24 de julho de 2025.
- Ministério da Saúde. A ciência garante: vacinas contra HPV são seguras e protegem crianças e adolescentes. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-com- ciencia/noticias/2024/abril/a-ciencia-garante-vacinas-contra-hpv-sao-seguras-e-protegem-criancas-e-adolescentes. Acessado em 23 de julho de 2025.
- World Health Organization (WHO). Cervical cancer. Disponível em: https://www.who.int/health-topics/cervical-cancer#tab=tab_1. Acessado em 04 de fevereiro de 2025.
- Prefeitura de São Paulo. Secretaria Municipal da Saúde. Capital amplia vacinação contra HPV para quem faz uso de PrEP. Disponível em: https://prefeitura.sp.gov.br/web/saude/w/noticias/368997. Acessado em 24 de julho de 2025.
Este material informativo não substitui a conversa com um médico, pois apenas esse profissional poderá te orientar sobre a prevenção de doenças e o uso adequado de medicamentos. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica.
BR-HPV-01903 PRODUZIDO EM OUTUBRO/2025 VÁLIDO POR 2 ANOS