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O HPV É UMA INFECÇÃO COMUM QUE TRAZ RISCOS E PODE CAUSAR CÂNCER.¹

Aqui você encontra informações sobre o vírus e formas de prevenção.
Vem saber mais!

Afinal de contas, o que é o HPV?

O HPV, sigla em inglês para papilomavírus humano, são vírus capazes de infectar a pele ou as mucosas, sendo um tipo de infecção silenciosa (e potencialmente perigosa).2

Existem mais de 200 tipos de HPV. Desses, cerca de 12 são oncogênicos, ou seja, estão relacionados a maior risco de câncer.2

Pelo menos 12 tipos de HPV podem provocar infecções persistentes e estar associados a lesões precursoras; dentre os HPV de alto risco, os tipos 16 e 18 estão presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero.2

Estima-se que 8 em cada 10 pessoas possam entrar em contato com o vírus ao longo da vida; muitos casos são assintomáticos e regridem espontaneamente.2,3

E a ausência de sintomas não significa ausência de risco. Mesmo sem lesões aparentes, a pessoa pode ter o vírus em si e transmiti-lo.2

É verdade que o HPV pode causar cânceres?

Sim! Pode afetar diferentes partes do corpo, como colo do útero, vagina, vulva, ânus, além de poder causar verrugas genitais e lesões externas.2

A maioria das infecções são assintomáticas e podem sumir sozinhas, mas, em alguns casos, o vírus pode permanecer no organismo e evoluir para lesões e cânceres.2

Geralmente localizadas na região genital, as verrugas também podem ser doenças e condições vinculadas ao HPV. Podem ter tamanhos variados, serem planas ou proeminentes, permanecer ou desaparecer.2,4

Como diagnosticar: Diagnóstico visual ou exame de acordo com o local da verruga.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista, Proctologista
ou Urologista, depende do local da verruga.2

Outro tipo de complicação vinculada ao HPV. Mais comum em pessoas imunossuprimidas e mais velhas, com maior probabilidade de apresentar infecções frequentes e possível progressão para lesões pré-cancerígenas ou cânceres.1,2

Como diagnosticar: Diagnóstico visual ou exame de acordo com o local da infecção.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista, Proctologista ou Urologista, depende do local da infecção.2

Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre pessoas suscetíveis a esse tipo de câncer no Brasil, sendo também a terceira causa de morte por câncer nesse grupo.18,19 Pode ser evitado através de exames ginecológicos de rotina, quando os primeiros sinais da doença podem ser detectados.20

Como diagnosticar:  Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2

Nos EUA, o câncer de vagina é responsável por 1% a 2% dos cânceres entre pessoas suscetíveis a esse tipo de tumor.21

Como diagnosticar:  Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2

O câncer vulvar (na parte externa da genitália feminina) é raro, representando 5% das neoplasias ginecológicas.22

Como diagnosticar:  Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2

O câncer de ânus é caracterizado pela presença de tumores no canal anal e nas bordas externas do ânus, representando cerca de 5% de todos os tumores colorretais no Brasil.26

Como diagnosticar:  Avaliação clínica e, se necessário, anuscopia.2
Qual médico(a) procurar: Proctologista.2

Como pode acontecer a transmissão por HPV?2

O HPV é um vírus de fácil transmissão entre pessoas.2
Veja de que formas a infecção pode acontecer:

  • O contato direto com pele ou mucosa infectada é o principal meio de transmissão;2
  • A maioria dos casos ocorre através do contato íntimo, como relações genitais, orais ou até pelo toque manual na região genital; ou seja, a infecção pode acontecer mesmo sem penetração vaginal ou anal;2
  • A transmissão também pode ocorrer da mãe para o bebê no momento do parto;2
  • Até hoje, não há comprovação de que o vírus seja transmitido por objetos, vasos sanitários, piscinas ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.2

Diagnóstico do HPV: como é feito?2

Na investigação de sintomas ou nos exames de rotina, o diagnóstico de HPV pode ser feito visualmente por um(a) médico(a) especialista, diante de sintomas visíveis, mas também podem ser pedidos alguns exames para confirmação.2

Já a investigação de uma infecção pelo HPV sem sintomas (manifestações clínicas ou subclínicas) só pode atualmente ser realizada por meio de exames de biologia molecular, que mostram a presença do DNA do vírus.2

Quem devo procurar para me prevenir e atualizar os exames?

Você pode agendar uma consulta com um ginecologista, proctologista ou urologista.2

PAPANICOLAU
Exame capaz de coletar células do colo do útero para detectar o pré-câncer e o câncer na fase inicial causados pelo HPV.²

EXAMES UROLÓGICOS
O diagnóstico de HPV é geralmente clínico, podendo ser analisado visualmente pelo médico responsável e através de exames urológicos.²

EXAMES LABORATORIAIS
As lesões do HPV podem ser diagnosticadas por exames laboratoriais, como a colposcopia, por exemplo.²

Tenho HPV, e agora?

Saiba o que fazer após o diagnóstico e como se cuidar.

Saiba como agir:

  • Exames de rotina

Mantenha os exames de check-up em dia e se atente às alterações. Você pode agendar consultas com médicos ginecologistas, proctologistas ou urologistas sempre que tiver dúvidas, e manter seus exames de rotina atualizados.2

  • Tratamento precoce

Daí vem a importância de manter os exames de rotina em dia: a chance de tratar algo logo no início! Por isso, recomenda-se o tratamento precoce de lesões pré-cancerígenas, verrugas, infecções e qualquer outra condição de saúde apontada nos exames de rotina, pois é essencial para evitar a progressão do vírus.14

  • Vacinação contra o HPV

A vacinação contra o HPV está disponível para pessoas de 9 a 45 anos, em clínicas públicas ou particulares, laboratórios, farmácias e no SUS (Sistema Único de Saúde), para grupos específicos. O PNI (Programa Nacional de Imunizações) oferece a vacinação para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, pacientes com HIV/AIDS (vírus da imunodeficiência humana/síndrome da imunodeficiência adquirida) a partir de 9 anos e, temporariamente, para adolescentes de 15 a 19 anos.15,16 Nos CRIES (Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais), a vacinação é destinada a pessoas vivendo com HIV/AIDS, transplantados e pacientes oncológicos de até 45 anos.4

Conte sempre com o poder da informação.

Busque conhecimento em sites confiáveis (como este) e com profissionais da área da saúde.
A prevenção começa quando o conhecimento está com você.

Pais e responsáveis
Vocês também são responsáveis pelo futuro!

Usuários de PrEP
Quem usa PrEP tem direito à vacinação contra o HPV.

Pessoas imunossuprimidas/imunocomprometidas
Também tem vacinação no SUS para esse grupo.

A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias para reduzir infecções e casos de câncer relacionados ao vírus, como por exemplo o câncer do colo de útero, que pode ser detectado e tratado precocemente.14

Converse com seu médico e/ou procure a unidade de saúde mais próxima para saber:

  • Quem tem direito à vacinação gratuita;
  • Quais documentos levar;
  • Como é o esquema de doses para o seu caso.

Proteger a si e a quem amamos é um direito, e um gesto de cuidado com o futuro.

Mito:
Muitas infecções por HPV são assintomáticas, mas podem evoluir para complicações graves, como cânceres, se não forem detectadas e tratadas precocemente.1

Verdade:
O HPV pode acontecer antes mesmo da primeira relação sexual.2 11,6% dos casos de HPV em meninas ocorreram por contato íntimo antes mesmo da 1a relação sexual.15 Quanto antes você incentivar a prevenção, mais cedo você pode proteger seu filho e filha do vírus no futuro.

Mito:
Quem usa PrEP está protegido do HIV, não do HPV. São pessoas que podem ter maior vulnerabilidade ao vírus, mas também podem ser proteger por direito no SUS.1,11

Verdade:
Quem vive com HIV ou é transplantado têm até 4x mais chances de desenvolver um câncer causado pelo HPV.16 Mas essas pessoas vacinação por direito no SUS e podem se proteger.17

Onde se vacinar?

A vacinação contra o HPV está disponível no SUS para populações específicas e em clínicas particulares.

Amigos abraçados

A vacinação contra o HPV é uma das principais estratégias para reduzir infecções e casos de câncer relacionados ao vírus. Além dela, a prevenção também inclui o rastreamento regular com exame de Papanicolau e testes moleculares, o uso de preservativos e a adoção de hábitos de vida saudáveis.14,15

  1. World Health Organization (WHO). Human papillomavirus and cancer. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/human-papilloma-virus-and-cancer. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  2. Instituto Nacional de Câncer (INCA). HPV. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/hpv. Acessado em 28 de abril de 2025.
  3. World Health Organization (WHO). Questions and answers about human papillomavirus. Second Edition, 2024. Disponível em: https://www.who.int/europe/publications/i/item/WHO-EURO-2024-5631-49185-73415. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  4. Ministério da Saúde. HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv. Acessado em 23 de julho de 2025.
  5. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). Comunicado vacina HPV-SBIM/SBP/SBI/Febrasgo. 2019. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/902-comunicado-vacina-hpv-sbim-sbpsbi-febrasgo. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  6. INCA. Atlas On-line de Mortalidade. Taxas de mortes por todas as neoplasias, por anos, segundo localização primária do tumor, em mulheres, no Brasil, com idade de Ign. a 36, no ano de 2022. Disponível em: https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/pages/Modelo10/consultar.xhtml#panelResultado. Acessado em 23 de julho de 2025.
  7. INCA. Atlas On-line de Mortalidade. Taxas de mortes por todas as neoplasias, por anos, segundo localização primária do tumor, em mulheres, no Brasil, com idade de Ign. a 60, no ano de 2022. Disponível em: https://mortalidade.inca.gov.br/MortalidadeWeb/pages/Modelo10/consultar.xhtml#panelResultado. Acessado em 23 de julho de 2025.
  8. Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). HPV – Notícias. 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/120-hpv. Acessado em 11 de agosto de 2025.
  9. Smith JS, Gilbert PA, Melendy A, et al. Age-specific prevalence of human papillomavirus infection in males: a global review. J Adolesc Health. 2011;48(6):540-552.
  10. Fonseca TA, da Silva DT, da Silva MT. Distribuição dos óbitos por câncer de colo do útero no Brasi. J Health Biol Sci. 2021;9(1):1-6.
  11. Dhillon N, Oliffe JL, Kelly MT, Krist J. Bridging Barriers to Cervical Cancer Screening in Transgender Men: A Scooping Review. Am J Mens Health. 2020;14(3):1557988320925691.
  12. Grulich AE, Poynten IM, Machalek DA et al. The epidemiology of anal cancer. Sex Health. 2012;9(6):504-8.
  13. Ministério da Saúde. Vacina HPV quadrivalente é ampliada para homens de até 45 anos com imunossupressão. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2022/julho/vacina-hpv-quadrivalente-e-ampliada-para-homens-de-ate-45-anos-com-imunossupressao. Acessado em 23 de julho de 2025.
  14. World Health Organization (WHO). Cervical Cancer. Disponível em: https://www.who.int/publications/i/item/9789240014107. Acessado em 23 de janeiro de 2025.
  15. Ministério da Saúde. Esquema vacinal HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv/publicacoes/esquema-vacinal-hpv. Acessado em 23 de janeiro de 2025.
  16. Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm). Vacinas disponíveis. Vacina HPV4. 2022. Disponível em https://familia.sbim.org.br/vacinas/vacinas-disponiveis/vacina-hpv4. Acessado em 11 de agosto de 2025.
  17. Organização Pan-Americana da Saúde. Câncer do colo do útero. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/cancer-do-colo-do-utero. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  18. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Incidência. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros. Acessado em 10 de outubro de 2025.
  19. Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mortalidade. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros. Acessado em 10 de outubro de 2025.
  20. Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Câncer de colo de útero. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/138colo_utero.html. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  21. American Cancer Society. Key Statistics for Vaginal Cancer. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/vaginal-cancer/about/key-statistics.html. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  22. Biblioteca Virtual em Saúde – Atenção Primária em Saúde. Quais os principais sinais e sintomas do câncer vulvar? Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-os-principais-sinais-e-sintomas-do-cancer-vulvar/. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  23. Combes JD, Chen AA, Franceschi S. Prevalence of human papillomavirus in cancer of the oropharynx by gender. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2014;23(12):2954-8.
  24. Li H, Torabi SJ, Yarbrough WG, et al. Association of Human Papillomavirus Status at Head and Neck Carcinoma Subsites With Overall Survival. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2018;144(6):519-525.
  25. Ministério da Saúde. Câncer de pênis. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-penis. Acessado em 1 de outubro de 2025.
  26. Instituto Nacional de Câncer (INCA). Câncer anal. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/anal. Acessado em 1 de outubro de 2025.

Este material informativo não substitui a conversa com um médico, pois apenas esse profissional poderá te orientar sobre a prevenção de doenças e o uso adequado de medicamentos. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica.

BR-HPV-01903 PRODUZIDO EM OUTUBRO/2025 VÁLIDO POR 2 ANOS