TENHO HPV, E AGORA?
Ter um diagnóstico de HPV pode gerar muitas dúvidas, medos e inseguranças. Mas, calma: informação, acompanhamento médico
e prevenção ainda fazem toda a diferença.
Aqui, você encontra orientações claras e confiáveis para entender o vírus, cuidar da sua saúde e proteger quem você ama.
Transmissão do HPV: Como pode acontecer?¹
O HPV é um vírus de fácil transmissão entre pessoas.
Veja de que formas a infecção pode acontecer:
O contato direto com pele ou mucosa infectada é o principal meio de transmissão.1
A maioria dos casos ocorre através do contato íntimo, como relações genitais, orais ou até pelo toque manual na região genital; ou seja, a infecção pode acontecer mesmo sem penetração vaginal ou anal.1
A transmissão também pode ocorrer da mãe para o bebê no momento do parto.1
Até hoje, não há comprovação de que o vírus seja transmitido por objetos, vasos sanitários, piscinas ou pelo compartilhamento de toalhas e roupas íntimas.1
Na maioria dos casos, o HPV não provoca sintomas visíveis2
É o que chamamos de infecção assintomática ou latente, ou seja, a pessoa pode estar infectada, mas sem apresentar sinais no corpo; isso é comum tanto em homens quanto em mulheres.2
Muitas vezes, o vírus não gera nenhuma alteração perceptível, apenas lesões microscópicas, que só seriam detectadas por exames específicos.2
Mas, mesmo sem sintomas aparentes, o HPV pode estar presente e pode ser transmitido. Por isso, manter os exames de rotina em dia é essencial para monitorar a saúde e identificar alterações precocemente.2
Estima-se que somente cerca de 5% das pessoas infectadas pelo HPV desenvolverão alguma forma de manifestação do vírus. E, quando o HPV manifesta sintomas visíveis, estes podem incluir:1
- Verrugas genitais ou anais;
- Alterações em exames de rotina (como o Papanicolau);
- Lesões subclínicas detectadas apenas em exames laboratoriais.
É importante investigar, realizar os exames solicitados e receber orientação do seu médico. Procure sempre um profissional de saúde para obter um diagnóstico adequado. Essa etapa é fundamental para indicar o tratamento mais apropriado para o seu caso.1,2
Quem tem HPV pode se vacinar!3
Riscos e consequências
Se não controlado a tempo ou tratado de forma precoce, o HPV pode ser um risco de diferentes formas. Entenda o que pode acontecer:
Geralmente localizadas na região genital, as verrugas também podem ser doenças e condições vinculadas ao HPV. Podem ter tamanhos variados, serem planas ou proeminentes, permanecer ou desaparecer.2,4
Como diagnosticar: Diagnóstico visual ou exame de acordo com o local da verruga.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista, Proctologista
ou Urologista, depende do local da verruga.2
Outro tipo de complicação vinculada ao HPV. Mais comum em pessoas imunossuprimidas e mais velhas, com maior probabilidade de apresentar infecções frequentes e possível progressão para lesões pré-cancerígenas ou cânceres.1,2
Como diagnosticar: Diagnóstico visual ou exame de acordo com o local da infecção.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista, Proctologista ou Urologista, depende do local da infecção.2
Excluídos os tumores de pele não melanoma, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre pessoas suscetíveis a esse tipo de câncer no Brasil, sendo também a terceira causa de morte por câncer nesse grupo.18,19 Pode ser evitado através de exames ginecológicos de rotina, quando os primeiros sinais da doença podem ser detectados.20
Como diagnosticar: Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2
Nos EUA, o câncer de vagina é responsável por 1% a 2% dos cânceres entre pessoas suscetíveis a esse tipo de tumor.21
Como diagnosticar: Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2
O câncer vulvar (na parte externa da genitália feminina) é raro, representando 5% das neoplasias ginecológicas.22
Como diagnosticar: Avaliação clínica e, se necessário, Papanicolau e/ou colposcopia.2
Qual médico(a) procurar: Ginecologista.2
O câncer de ânus é caracterizado pela presença de tumores no canal anal e nas bordas externas do ânus, representando cerca de 5% de todos os tumores colorretais no Brasil.26
Como diagnosticar: Avaliação clínica e, se necessário, anuscopia.2
Qual médico(a) procurar: Proctologista.2
Pode ser difícil de aceitar o diagnóstico de HPV, mas é importante lembrar: esse vírus é uma infecção comum e faz parte da vida de milhões de pessoas no mundo todo.1
Cuidar da saúde não é apenas ir ao médico, é também ter acesso à informação, mudar hábitos e ter o acompanhamento certo.
Evite o cigarro
O tabagismo aumenta o risco de progressão do HPV para lesões mais graves.14
Alimente-se bem
Manter a imunidade equilibrada é fundamental para ajudar o corpo a controlar a infecção.15
Durma bem e reduza
o estresse
Sono e bem-estar também têm impacto direto na saúde imunológica.16
Faça seus exames regularmente
Mesmo sem sintomas, o acompanhamento é o melhor caminho para evitar complicações.2
Converse também com seu parceiro ou sua parceira. O diálogo sobre o HPV pode fortalecer vínculos e reduzir tabus da sociedade. Informação é a melhor forma de cuidado mútuo.
E lembre-se: o HPV não define quem você é. Com atenção, cuidado e prevenção, você continua no controle do seu futuro.
Existem tratamentos para o controle das lesões físicas, quando elas não são controladas pelo sistema imunológico naturalmente. Os métodos variam de acordo com a verruga ou lesão proporcionada pelo HPV, podendo ser químicos, cirúrgicos e/ou imunoterápicos.1,2
Confira alguns exemplos:
- Medicamentos
Tratamentos químicos com aplicação de ácidos para lesão vaginal e vulvar também são possíveis, mas devem ser utilizados para pequenas lesões e com acompanhamento médico, pois estas medicações podem acarretar úlceras de difícil cicatrização.17
- Procedimentos
Eletrocirurgia é o método mais conservador para tratamento de lesões de alto grau no colo uterino.17
- Terapias para cânceres
Em caso de lesões cancerígenas comprovadas em diagnóstico, os tratamentos podem incluir cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou transplante de medula óssea, podendo combinar mais de uma modalidade em alguns casos.18
Consulte seu médico para iniciar o tratamento adequado ao seu caso, de forma certa e segura.
Saiba mais sobre prevenção e novas terapias
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). HPV. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/acesso-a-informacao/perguntas-frequentes/hpv. Acessado em 28 de abril de 2025.
- Ministério da Saúde. HPV. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/h/hpv. Acessado em 23 de julho de 2025.
- Portal Butantan. Por que mulheres e homens infectados pelo HPV também devem tomar a vacina. Disponível em: https://butantan.gov.br/covid/butantan-tira-duvida/tira-duvida-noticias/por-que-mulheres-e-homens-infectados-pelo-hpv-tambem-devem-tomar-a-vacina. Acessado em 25 de agosto de 2025.
- Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Incidência. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros. Acessado em 10 de outubro de 2025.
- Ministério da Saúde. Instituto Nacional do Câncer (INCA). Mortalidade. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros. Acessado em 10 de outubro de 2025.
- Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saúde. Câncer de colo de útero. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/dicas/138colo_utero.html. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- American Cancer Society. Key Statistics for Vaginal Cancer. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/types/vaginal-cancer/about/key-statistics.html. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Biblioteca Virtual em Saúde – Atenção Primária em Saúde. Quais os principais sinais e sintomas do câncer vulvar? Disponível em: https://aps-repo.bvs.br/aps/quais-os-principais-sinais-e-sintomas-do-cancer-vulvar/. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Ministério da Saúde. Câncer de pênis. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/c/cancer-de-penis. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Combes JD, Chen AA, Franceschi S. Prevalence of human papillomavirus in cancer of the oropharynx by gender. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 2014;23(12):2954-8.
- Li H, Torabi SJ, Yarbrough WG, et al. Association of Human Papillomavirus Status at Head and Neck Carcinoma Subsites With Overall Survival. JAMA Otolaryngol Head Neck Surg. 2018;144(6):519-525.
- Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câncer anal. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/anal. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Organização Pan-Americana da Saúde. Câncer do colo do útero. Disponível em: https://www.paho.org/pt/topicos/cancer-do-colo-do-utero. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Instituto Nacional do Câncer (INCA). Câncer do colo do útero. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/colo-do-utero. Acessado em 7 de agosto de 2025.
- Centers for Disease Control and Prevention (CDC). Healthy Habits: Enhancing Immunity. Disponível em: https://www.cdc.gov/healthy-weight-growth/about/enhancing-immunity.html. Acessado em 23 de julho de 2025.
- Mayo Clinic. Lack of sleep: Can it make you sick? Disponível em: https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/insomnia/expert-answers/lack-of-sleep/faq-20057757. Acessado em 23 de julho de 2025.
- Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo). HPV – Notícias. 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/120-hpv. Acessado em 1 de outubro de 2025.
- Instituto Nacional de Câncer (INCA). Tratamento do Câncer. 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tratamento. Acessado em 1 de outubro de 2025.
Este material informativo não substitui a conversa com um médico, pois apenas esse profissional poderá te orientar sobre a prevenção de doenças e o uso adequado de medicamentos. Não tome nenhum medicamento sem ter recebido orientação médica.
BR-HPV-01903 PRODUZIDO EM OUTUBRO/2025 VÁLIDO POR 2 ANOS